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Ensino
fundamental /
Dicas de Educação
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Presta
atenção, garoto!
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Para onde quer que a gente se vire,
dá com peritos em educação infantil distribuindo
conselhos sobre a maneira como os pais devem se comunicar com os
filhos. Muito do que dizem é pura teoria, e não muito
proveitosa. Por isso interrogamos um grupo diferente de especialistas-
bons pais, treinados por anos de tentativas e erros – e pedimos a
eles que nos contassem seus segredos.
Conseguimos localizá-los através de 100 professores
altamente conceituados; não há ninguém que
conheça melhor as crianças e suas famílias que os
professores.
Chegamos à conclusão de que há seis maneiras
diferentes de melhorar a comunicação com os filhos.
1 – Fale menos: Muitos pais
aprenderam do modo mais difícil que aquilo que parece ser uma
comunicação franca é o que faz os ouvidos e a boca
de um jovem se fechem. Um erro comum é o
“sermão”, o longo monólogo que normalmente
começa com: “Quando eu tinha a sua idade...”
Diante de um sermão os jovens se fecham e eles deixam de
registrar qualquer tipo de informação. Ouçam como
Sarah, de 13 anos, descreve esses momentos: “Primeiro gritam.
Depois vem a frase: Estamos tão desapontados!” Em seguida
começa o sermão: “Nunca fiz isso aos meus
pais”./ “Quando vocês tiverem filhos, vão ver
como é que é”.
O que interessa aos jovens é o presente; o futuro
longínquo para eles não tem qualquer relevância.
Dê razões específicas para as suas
ações utilizando o tempo presente: “Não
deixo você ir à festa porque acho que há poucos
adultos lá para tomar conta”.
2 – Evite palavras muito
candentes: Não há pai que se mantenha sempre calmo.
Contudo, quanto mais excitados estivermos, mais provável
será dizermos o que não queremos.
Durante situações explosivas, Robert, eletricista e pai
de quatro filhos, costuma se acalmar pensando: “Nunca se
esqueça de como você era criança”.
3 – Ouça seu filho com
imparcialidade: Seja o que for que você esteja ouvindo,
ouça até o fim. Se reconhecermos que os pequenos
problemas da vida parecem maiores quando se é criança,
isso dar-nos-á um pouco mais de paciência.
4 – Procure a ocasião
certa: Tão importante como o modo de falarmos é o
quando o devemos fazer. De acordo com os pais entrevistados os melhores
momentos são a hora de ir para a cama e as
refeições.
Certa mãe sugere: “Quando estamos aconchegando nossos
filhos para dormir, perguntamos”: “Qual foi seu melhor
momento no dia? Qual foi o pior?” Deste modo aprendemos muito.
5 – Demonstre seu amor: O
afeto é um sinal silencioso que, desde que as pessoas se possam
tocar, permite um desabafo, sejam quais forem os conflitos e as
divergências entre elas.
Não parta do princípio de que seus filhos sabem que
você os ama.
6 – Dê valor às
opiniões de seus filhos: Ser determinado não
significa ignorar os jovens. Deixá-los ter voz em assuntos
familiares traz dois benefícios: eles aceitam melhor as
decisões se forem consultados, e, além disso,
consideram-se uma parte valiosa da família.
Comunicar-se com os filhos nem sempre é fácil. Mas aquilo
que é básico – saber ouvir, usar da ocasião
certa, sentir afeição e respeito – pode servir para
fundamentar a compreensão mútua entre pais e filhos.
“Como é possível que um adulto saudável
fique tão cansado ao fim de um dia de trabalho se um
pássaro com menos de 30 grs. Pode atravessar o golfo do
México sem parar?”
Edwin Pope |
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ELOGIE DO JEITO CERTO
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Por Marcos Meier
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.
Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.
As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um.
É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa
postura firme e carinhosa.
*Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel.
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CASO AINDA NÃO TENHA RECEBIDO, VALE A PENA LER...
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Uma reflexão para quem tem filhos ... Ou ... um dia, deseja tê-los ...
Vale a pena ler
Na sexta feira, dia 12 de maio 2006, uma amiga do meu filho, a Isa, pulou do 8º andar do prédio onde morava em Joinville -SC. Tinha acabado de almoçar, estava com o uniforme do colégio Bom Jesus, e a mochila nas costas, o que indicava que iria retornar ao colégio, pois nas quartas e sextas eles têm aula o dia todo.
Foi um choque para todos os colegas!
Aí vem a pergunta: Por quê?
Ela tinha apenas 15 anos. Que problemas uma menina de 15 anos pode ter?
Fiz esta pergunta ao meu filho, e a resposta me deixou chocada...
Ele me disse: Mãe, eu acho que era falta de colo!
Questionei: Como assim?
E ele me disse:
Hoje em dia, os pais trabalham praticamente o dia todo, sempre com a mesma desculpa de que querem dar aos filhos tudo aquilo que nunca tiveram e, na maioria das vezes, eles estão conseguindo. Eles estão dando um estudo no melhor colégio, cursos de idiomas, dinheiro pra gastar no shopping, um computador de última geração pro filho ficar enfiado em casa durante o pouco tempo livre que sobra, roupas, tênis,
celular, tudo muito caro, etc... E sempre cobrando da gente boas
notas, pois estão investindo muito...
Não era melhor então ter comprado ações, depositado na poupança, ou sei lá onde?
Na maioria das vezes, os pais não têm mais tempo para os filhos, não conversam mais, não fazem um carinho... Quando a gente chega em casa, o que mais quer é o colo da mãe quando vai mal nas provas, ou quando acontece alguma coisa ruim.
Por que você acha que hoje os adolescentes são quase todos revoltados?
Na maioria das vezes, eles estão querendo chamar a atenção, ser notados, só que no lugar errado e de forma errada: na rua e com violência.
Espero que a morte da Isa não tenha sido em vão, pois quem sabe desta forma muitos pais vão repensar suas atitudes para com seus filhos!
Não somos máquinas, não somos todos iguais. Não é porque o filho da vizinha tira só dez que todos nós vamos tirar 10...
Talvez, nem todos nós queiramos falar inglês!
Depois de me falar tudo isso em prantos, ele me abraçou e disse, olhando nos meus olhos:
Mãe, obrigado por você estar tão presente em minha vida, por eu poder contar sempre com você nos bons e nos maus momentos...
Obrigado, também, pelas broncas, pois sei que mereço.
O tempo e o amor são os melhores investimentos que vocês fazem pelos seus filhos, o resto é conseqüência.
"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura." (Drummond)
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